Postado em 12 de Maio de 2019 às 20h09

TUMOR MALIGNO NA COLUNA

  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

Condição de extrema gravidade, pois indica progressão da doença, é vista em cerca de 40% dos pacientes com diagnóstico de câncer em algum outro órgão.
O esqueleto é o 3º local mais comum de lesões secundárias, chamadas metástases, e de toda a estrutura óssea a coluna é o local mais acometido.
Quando há confirmação de um diagnóstico, a investigação complementar deve ser realizada com os exames de imagem adequados.
Felizmente, lesões primárias são raras e dados os potenciais riscos, são um caso à parte.
A tabela abaixo merece atenção especial: 

 

TUMOR PRIMÁRIO %DE PACIENTES COM LESÃO NA COLUNA
Próstata 90%
Mama 75%
Melanoma 55%
Pulmão 45%
Rim 30%

 

Inicialmente as pessoas tem pouca ou nenhuma sintomatologia, o que torna sua detecção mais difícil.

O que deve chamar a atenção:
Algumas situações específicas merecem uma investigação mais pormenorizada.
No jargão profissional, chamamos de “Red Flags” (bandeiras vermelhas). Estão listadas abaixo:

  •  Dor na coluna torácica;
  • Febre e perda de peso sem explicação aparente;
  • Histórico de câncer pessoal ou familiar de 1º grau;
  • Distúrbio neurológico progressivo: quanto mais rápido, pior;
  • Perda do controle urinário;
  • Alteração da sensibilidade na região genital;
  • Idade abaixo dos 20 anos ou acima de 55.
  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -
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Quando a dor aparece, pode ser por três motivos distintos:

  • Infiltração das células malignas;
  • Compressão das estruturas nervosas;
  • Fratura de vértebra acometida.
  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

Ao começarmos um tratamento, diversas situações associadas devem ser consideradas:

  • Localização da lesão;
  • Comprometimento da estabilidade da coluna (risco iminente de fratura);
  • Compressão nervosa, que causa dor extremamente intensa quando há comprometimento de uma raiz ou até paralisia quando a medula é afetada;
  • Invasão do tumor nos órgãos, vasos e demais estruturas próximas a lesão, o que pode muitas vezes inviabilizar ressecções mais amplas da lesão.

Todos esses aspectos devem ser trazidos de forma clara ao paciente e sua família, bem como as expectativas realistas frente a lesão e ao tratamento e ao prognóstico da doença.

A comunicação entre todos envolvidos: cirurgião de coluna, oncologista, radioterapeuta, equipe de enfermagem é de suma importância, pois são inúmeras as intercorrências e complicações possíveis e normalmente são tratamentos longos e extenuantes a um paciente já debilitado física e psicologicamente, com diversas consultas e exames necessários.

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Tudo isto é necessário para que se obtenha o mais importante: tratar da melhor forma para que nos casos em que não conseguimos erradicar a doença, possamos dar qualidade de vida para aqueles que sofrem uma situação como esta.

  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

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