Postado em 21 de Agosto de 2018 às 23h56

TRATAMENTO E MANEJO DA DOR CRÔNICA

A dor crônica acomete um significativo percentual da população e é muitas vezes não é corretamente diagnosticada e consequentemente erroneamente tratada.
Um estudo brasileiro recente constatou que a presença de algum tipo de dor crônica está presente em 39% da população, quase o dobro do que é visto em nível mundial: 22%. Um fato é: o tratamento adequado requer abordagem multiprofissional com profissionais que tenham um real dimensionamento do problema e que interajam entre si para que um resultado satisfatório seja obtido.
Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna Dadas as precárias condições do nosso sistema de saúde, essa comunicação entre os diversos profissionais que deveriam estar envolvidos no...

Dadas as precárias condições do nosso sistema de saúde, essa comunicação entre os diversos profissionais que deveriam estar envolvidos no tratamento desses doentes está muito longe do ideal, pois associado a isto temos as dificuldades financeiras que muitos pacientes encontram em poder custear seu tratamento.
Embora diversas situações clínicas tais como tumores já tratados, disfunções odontológicas, problemas ginecológicos, do aparelho digestivo e urinário, queimaduras também possam levar a dor crônica, de longe as queixas músculo-esqueléticas e de origem neurológica são as duas maiores causas.

Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna Atualmente em centros de referência, a dor crônica é tratada como uma doença e não como um sintoma de uma doença. Tudo isso nos leva a um...

Atualmente em centros de referência, a dor crônica é tratada como uma doença e não como um sintoma de uma doença.
Tudo isso nos leva a um cenário preocupante em termos de saúde populacional e seu impacto.
Esses pacientes já foram vistos por diversos médicos, fizeram diversos tipos de exames muitas vezes caros e desnecessários, passaram por tratamentos que não obtiveram resultado, muitas vezes são desacreditados até por seus familiares, o que lhes traz uma carga psicológica e emocional extremamente negativa.

Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna Dentro deste cenário é necessário ao paciente que: 1- o diagnóstico tenha sido corretamente definido; 2- confie na habilidade do profissional ou...

Dentro deste cenário é necessário ao paciente que:

1- o diagnóstico tenha sido corretamente definido;


2- confie na habilidade do profissional ou equipe que estiver lhe acompanhando;


3- aprenda a reconhecer os efeitos colaterais das medicações em uso e como lidar com isso e que muitas vezes serão necessários ajustes de doses;


4- aceite que o poderão haver algumas restrições momentâneas e que isso faz parte do seu tratamento;


5- compreenda o esquema de tratamento que lhe foi dado e tente segui-lo conforme lhe foi orientado;


6- além das medicações comprometa-se em seguir as demais orientações que também fazem parte da terapêutica;


7- procure se conhecer: “Quais fatores eu noto que pioram minha dor?”


8- conscientize-se que após algum controle ser obtido, seja ele total ou parcial, sempre serão necessários cuidados de manutenção para que não ocorram recaídas;


9- procure manter-se motivado e saiba que um resultado satisfatório requer prazo e isso não tem como ser estabelecido, a persistência tem que estar em você e em quem lhe trata;


10- tenha um papel ativo nas estratégias que lhe são propostas, tendo um diálogo aberto com seu médico para que você possa fazer aquilo que está em sua condição;


11- assimile que seu estilo de vida também faz parte desse contexto e sempre é possível tomar alguma medida nesse sentido para que possamos melhorar.

Resumidamente seguindo esses passos, embora nenhum profissional possa lhe garantir “cura”, provavelmente você poderá viver de forma melhor e sem sofrimento, sabendo lidar com seu problema sem que ele se torne o centro da sua vida.

Lembre-se: “O MUNDO LÁ FORA NÃO IRÁ MUDAR ANTES QUE O MUNDO DE DENTRO MUDE.”

Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna

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