Postado em 01 de Fevereiro de 2018 às 15h07

RECUPERAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA APÓS FUSÃO(ARTRODESE)

O período de cura prolongado requerido para cirurgia de artrodese no segmento lombar torna os cuidados pós-operatórios especialmente importantes para que um resultado que garanta satisfação ao paciente seja obtido.
Os implantes intersomáticos, largamente utilizados, dão suporte adicional a fixação pedicular, vulgarmente “os parafusos” e ajudam a reestabelecer a altura no local onde o disco intervertebral será substituído, bem como aumentam a taxa de consolidação.

  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

É importante lembrar que esse processo de recuperação tem fases e estas variarão de indivíduo para indivíduo de acordo com vários fatores. Esses fatores incluem:
- a patologia do paciente;
- a condição clínica global prévia ao procedimento;
- o método de fusão empregado e a extensão da mesma;
- a habilidade e perícia do cirurgião;
- a percepção individual da dor do paciente, que é uma situação única de cada um.

Também deve ser lembrado pelo paciente, alguns fatores que influenciam negativamente no processo de recuperação e dentro das particularidades de cada um, devem ser levadas em conta, pois potencializam riscos da cirurgia e complicações, tanto imediatas quanto tardias:
- hábito tabagista;
- obesidade;
- osteoporose;
- uso crônico de esteroides;
- diabetes, hipertensão arterial e outras doenças crônicas;
- cirurgias prévias no mesmo local;
- estado nutricional;
- depressão;
- uso de medicações

Após ter sido feita a opção pela cirurgia, você pode e deve discutir com o profissional as opções técnicas cabíveis a sua condição, pois o sucesso dependerá primeiramente da indicação correta e também da escolha da técnica para a sua situação.
Os implantes colocados, sejam parafusos pediculares ou os implantes intersomáticos servem como um suporte(estabilização) até que o enxerto ósseo colocado entre as vértebras adjacentes evolua para a consolidação, esta sim é a fusão ou artrodese.
 

  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

Movimentos imprudentes ou carga excessiva sobre os implantes podem levar a quebra dos mesmos, o que pode levar a necessidade de uma segunda cirurgia. Potencialmente de maior risco pois já trata-se de um local com a anatomia normal alterada.
Após cerca de 180 dias, certo grau estabilidade e maturação adequada do enxerto é o esperado, mas o processo evolui ainda por um período de vários meses.
Já no primeiro dia após a cirurgia, se não houveram intercorrências, o paciente é encorajado a sentar-se e deambular. Eventualmente em procedimentos mais longos, isso não será possível devido a própria dor ou outros fatores possíveis.
O tipo de técnica utilizada na fusão: via aberta ou percutânea, realizada pela região lombar ou pela região abdominal, também terão suas particularidades quanto a indicação específica e a recuperação.
Com o tempo, seu cirurgião irá lhe orientar quais atividades poderá retomar e quais têm contraindicações na sua condição pós-cirúrgica.
A retomada de atividade física, pode e deve ser encorajada no momento correto.
Mas o que deve ser sempre lembrado é que sua coluna sempre necessitará ser cuidada para que você mantenha uma boa qualidade de vida.

  • Dr. Márcio Telesca – Especialista em Cirurgia de Coluna -

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