Postado em 05 de Setembro de 2017 às 08h54

FIBROMIALGIA

Recentemente foi publicada pela EULAR(European League Against Rheumatism) novas diretrizes a respeito do tratamento da fibromialgia.

Esta é a primeira atualização em mais de uma década, não sendo somente baseada em pareceres de especialistas, mas firmemente embasada em evidências científicas de alta qualidade. Incluiu 18 experts de 12 países europeus, que analisou extensa lista de trabalhos.

Nesta atualização, a mais forte evidência foi relacionada a atividade física como um fator de controle e manutenção, ou seja, diminuindo os surtos de agudização da dor. 100% dos profissionais que realizaram essa revisão concordaram com isso.

Comparativamente, a escola americana faz mais uso de intervenções farmacológicas do que a escola europeia.

Neste texto procuro colocar um apanhado geral disso para melhor qualidade de vida do paciente.
Pois mesmo com a intervenção médica adequada, um estilo de vida adequado e a compreensão do doente é vital para o doente aprender a lidar melhor com a sua doença.

A abordagem geral para a dor crônica na fibromialgia envolve um plano de tratamento multifacetado que incorpora vários medicamentos adjuvantes, exercícios aeróbicos e de resistência e abordagens psicológicas e comportamentais para reduzir a angústia e promover auto-eficácia e autogestão. Exemplos: treinamento de relaxamento, ritmo de atividade, auto-gestão, ou seja, o paciente compreender seu problema e saber como lidar com ele nos momentos de piora e de alívio dos sintomas:

-Evite mudanças bruscas na dieta, procurando ter o hábito mais saudável possível;

-Exercício conforme prescrito: o pacientes não deve alterar sua rotina sem consultar um médico que lhe oriente e acompanhe no período de adaptação;

-Trate mudanças de humor ou durma cedo para reduzir a fadiga no dia seguinte;

-Sempre comece novos medicamentos com a menor dose possível, pois o que funciona para uma pessoa em determinada dose, nem sempre funcionará para outra;

-Prepare-se para situações inevitáveis que causaram surtos no passado. Exemplo: aumentar dose de medicação sob orientação se está passando por um período de conflito emocional, pois a dor normalmente piora nestes momentos;

-O paciente deve conhecer-se: avaliar suas possibilidades e saber seus limites físicos e evoluir dentro daquilo que lhe é cabível.

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