Postado em 21 de Setembro de 2017 às 10h30

ENTENDENDO A DOR CIÁTICA

A “ciática” não é uma doença, mas sim um sintoma.
Sendo o maior nervo do corpo humano, ele pode ser afetado em diversos locais, seja por um processo inflamatório, como ocorre em uma hérnia discal que irrita uma das raízes que formam o nervo, por condições que geram compressão no seu trajeto desde sua saída na coluna ou instabilidade na coluna e suas estruturas.
Pode ocorrer tanto em homens quanto mulheres, sendo mais comum a partir da terceira década de vida.
A apresentação, intensidade e tempo de duração da queixa podem variar de um indivíduo para outro.
Normalmente pode ser da seguinte forma:
- dor que irradia desde a região lombar pela parte posterior e lateral da do membro inferior;
- alteração da sensibilidade no trajeto da raiz ou raízes que estão sendo atingidas;
- piora da dor em movimentos que causam compressão das raízes;
- alteração da força muscular;
Embora exames complementares sejam importantes para definir o motivo do sintoma, a história e o exame físico realizado de forma adequada são de suma importância.
A diferenciação adequada da causa da dor orienta o tratamento.

HÉRNIA DISCAL

ESTENOSE DO CANAL LOMBAR

INSTABILIDADE LOMBAR

tratamento

Deve ser baseado na identificação correta da causa e se possível evitar a ocorrência de novas crises.
O uso de medicações para o quadro agudo ou crises recorrentes deve ser orientado pelo especialista, pois algumas destas se utilizadas de forma incorreta podem acarretar efeitos colaterais. Seu uso indiscriminado deve ser evitado.
O repouso está indicado nos períodos de piora e deve ser evitado de forma muito prolongada, devendo ser orientado a retomada gradual das atividades cotidianas respeitando-se os limites que a situação pode acarretar.
É de suma necessidade a identificação por parte do paciente de situações que pioram a queixa, cabendo a este procurar evitá-las no dia-a-dia.
Modalidades alternativas de tratamento devem ser dialogadas com o especialista, pois certas medidas que são cabíveis em determinadas situações, em outras não são e mesmo as medidas corretas algumas vezes não surtem o efeito desejado pelo paciente.

Evolução

Felizmente, no que no jargão médico chamamos de história natural da doença, a resolução do quadro pode ser esperada dentro de um período de semanas.
Mais de 80% dos pacientes evoluem positivamente.
O tratamento durante este período pode variar de acordo com alterações de sinais e sintomas e intensidade da apresentação.
Tenha sempre em mente que o cuidado adequado deverá fazer parte do cotidiano.
Certos parâmetros indicarão a necessidade cirúrgica, o que normalmente é de exceção.

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